EFE
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EUA investigarão China por suposto desrespeito à propriedade intelectual 

Medidas anunciadas por Trump foram menos agressivas que o esperado, o que afasta ao menos temporariamente o risco de uma guerra comercial, segundo analista

Cláudia Trevisan, Correspondente /Washington, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 19h58

Na tentativa de pressionar Pequim a adotar uma postura mais agressiva em relação à Coreia do Norte, o governo Donald Trump anunciou nesta segunda-feira, 14, a abertura de investigação sobre práticas comerciais da China, entre as quais a transferência forçada de tecnologia por empresas americanas com investimentos no país e o desrespeito à propriedade intelectual.

Editorial publicado no jornal estatal China Daily disse que a “politização” do comércio bilateral pode “envenenar” toda a relação entre as duas nações. O governo de Pequim também alertou para o risco de uma guerra comercial e suas consequências potencialmente desastrosas.

Mas as medidas anunciadas por Trump foram menos agressivas que o esperado, o que afasta ao menos temporariamente o risco de uma guerra comercial, avaliou Evan Medeiros, especialista em Ásia da consultoria Eurasia. 

“Essa decisão sinaliza que a Casa Branca está priorizando a Coreia do Norte sobre o comércio ao lidar com a China”, escreveu o analista em nota a clientes. Segundo ele, a investigação tomará no mínimo seis meses para ser concluída. Além disso, Trump aceitou na sexta-feira convite do presidente Xi Jinping para visitar a China ainda neste ano.

Pequim anunciou hoje a suspensão das importações de minério de ferro, ferro, chumbo e carvão da Coreia do Norte. A medida representa a implementação de sanções contra Pyongyang aprovadas pelo Conselho de Segurança Nacional da Organização das Nações Unidas (ONU) na semana passada. 

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