EUA irão retaliar caso Venezuela expulse embaixador

O governo dos Estados Unidos advertiu a Venezuela nesta segunda-feira de que "sérias conseqüências diplomáticas" podem ser tomadas caso o assédio e os ataques ao embaixador americano em Caracas, William Brownfield, continuem. "O governo venezuelano deve estar à altura de suas obrigações estabelecidas pela Convenção de Viena e proporcionar proteção a nossos diplomatas", disse nesta segunda-feira em entrevista coletiva o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack. McCormack respondia assim a uma pergunta sobre os últimos incidentes com o embaixador americano no país. Na sexta-feira, um grupo de partidários do regime venezuelano jogou ovos e tomates no seu carro. "Se acontecer outro incidente como esse, acho que haverá sérias conseqüências diplomáticas entre nossos países", disse o porta-voz. Ele ameaçou criar "sérias limitações para a capacidade de movimento pelos EUA" para o embaixador venezuelano em Washington. McCormack afirmou esperar que a situação não chegue a esse ponto. Mas insistiu que haverá conseqüências se Brownfield continuar sofrendo ataques, que ele considerou "organizados". E se disse certo de que há "alguma implicação" do governo de Caracas. Chávez A versão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, é totalmente distinta. No domingo, ele afirmou que o embaixador americano "provocou" a situação porque se apresentou no local do ataque sem avisar as autoridades locais. Sustentando que seu governo "rejeita qualquer agressão" a diplomatas e cidadãos, Chávez ameaçou inclusive expulsar Brownfield do país. "Se o senhor vai continuar provocando, prepare as suas malas porque vou tirá-lo daqui, embaixador. Vou tirá-lo da Venezuela se continuar provocando o povo venezuelano, vai ter que ir embora daqui!", afirmou Chávez no seu programa dominical de rádio e televisão, "Alô, Presidente!".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.