EUA irão retirar acusações contra Strauss-Kahn, diz jornal

Segundo investigador citado pelo 'New York Post', caso já não é mais sustentável

Reuters

05 de julho de 2011 | 12h45

Dúvidas sobre credibilidade de camareira que acusou ex-diretor do FMI mudaram rumo das investigações

 

 

WASHINGTON - Os promotores dos Estados Unidos irão retirar as acusações de agressão sexual contra o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, em sua audiência perante ao tribunal em duas semana, ou mesmo antes, devido às dúvidas levantadas sobre a credibilidade da vítima, segundo publicou o New York Post nesta terça-feira, 5.

 

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O jornal citou um investigador do caso, não foi identificado, que disse ter "certeza" sobre a retirada das acusações. "Todos sabemos que o caso não se sustem", citou o New York Post.

 

"Sabemos que sua credibilidade é muito ruim no momento, sabemos que não podemos sustentar o caso com ela", disse a fonte ao jornal, referindo-se à camareira guineana do Hotel Sofitel que acusou Strauss-Kahn de abuso sexual em seu quarto no luxuoso hotel de Manhattan.

 

Strauss-Kahn, de 62 anos, foi detido em 14 de maio no aeroporto JFK de Nova York e posteriormente renunciou como diretor geral do FMI. O político francês foi libertado de sua prisão domiciliar na última sexta-feira, sem pagar fiança. Apesar de obter a liberdade, as acusações contra Strauss-Kahn não foram derrubadas, e seu passaporte continua retido.

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