EUA já admitem enfrentar guerra de guerrilha no Iraque

A escalada de ataques contra as forças americanas de ocupação no Iraque entra em uma fase de maior envergadura com o uso de mísseis contra aviões militares, no mesmo dia em que a morte de mais um soldado em combate - o 147º - igualou o número de vítimas dos EUA na Guerra do Golfo de 1991. A ação de resistência levou o chefe do Comando Central militar dos EUA, general John Abizaid, a reconhecer que os americanos enfrentam uma "guerra de guerrilhas" - termo repudiado há duas semanas pelo secretário da Defesa, Donald Rumsfeld - e uma organização "em nível regional, em estrutura celular". O governo americano esperava a intensificação de ataques nesta semana porque hoje se comemoraria a subida de Saddam ao poder, em 1979, e amanhã, o aniversário do golpe que levou seu partido, o Baath, ao poder, em 1968. Desde 1º de maio, data em que Bush anunciou o fim da etapa de grandes combates, grupos que resistem à ocupação - supostamente, os partidários do regime de Saddam Hussein - passaram a promover ataques cada vez mais sofisticados, passando de pistolas e metralhadoras a granadas propelidas por foguetes, morteiros e, agora, mísseis. Cada etapa requer um nível mais elevado de organização e capacitação técnica, o que preocupa os EUA. Também nesta quarta-feira, o secretário americano de Estado, Colin Powell, afirmou a repórteres, depois de receber em Washington o ministro alemão de Relações Exteriores, Joschka Fischer, que os EUA estão abertos a um debate sobre um novo mandato da ONU para o Iraque, mas acreditam que o atual é suficiente para garantir que outras nações contribuam com tropas.

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