EUA já frequentam bases colombianas, diz embaixador

O embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, afirmou, hoje, que militares norte-americanos já frequentam seis das sete instalações militares colombianas envolvidas no novo acordo de cooperação bilateral. "Neste momento, há colaboração que já existe nas outras bases. Nesse sentido, não vamos ver absolutamente nada diferente", disse o embaixador. Em entrevista à rádio "La FM", Brownfield afirmou que houve "muita confusão" sobre o conteúdo do acordo e que, após sua aprovação definitiva, os governos poderão divulgar o texto para diminuir as preocupações dos países vizinhos.

AE-AP, Agencia Estado

19 de agosto de 2009 | 17h12

O convênio de cooperação para o uso de sete bases colombianas, discutido desde fevereiro, segundo o diplomata, inclui três instalações da aeronáutica, duas do exército e duas da marinha. A única exceção é a base aérea de Palanquero, 100 quilômetros a noroeste de Bogotá, pois no restante delas já há "visitas" e colaboração dos militares norte-americanos. Questionado sobre o teor do novo acordo, Brownfield disse que se tratava de uma modernização dos textos anteriores, firmados nos anos de 1950, 1960 e 1970.

Brownfield disse também que, pelo que ele sabe, não houve convite formal para que o governo dos EUA participe da cúpula extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em 28 de agosto, na Argentina. O tema das bases será discutido nesse encontro. Bogotá e Washington mantêm ao menos desde o início da década um plano de cooperação para o combate ao narcotráfico e à subversão. Os EUA já entregaram à Colômbia mais de US$ 6 bilhões em assistência e treinaram centenas de tropas locais.

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