EUA, Japão e Coréia do Sul procuram saída diplomática para crise

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e os primeiros-ministros do Japão, Junichiro Koizumi, e da Coréia do Sul, Roh Moo-Hyun, concordaram nesta quinta-feira em buscar uma "solução diplomática" para a crise dos mísseis com a Coréia do Norte.Em conversas telefônicas com os dois líderes asiáticos, Bush mostrou sua disposição para usar os esforços diplomáticos na solução da crise criada ontem pelo lançamento de mísseis norte-coreanos, informaram as agências Kyodo e Yonhap.No entanto, Bush e Koizumi mantêm aberta a possibilidade de impor sanções econômicas à Coréia do Norte, informou a Kyodo.Roh concordou com Bush que o lançamento dos mísseis foi uma "grave provocação", disse o porta-voz do líder sul-coreano, Jung Tae-Ho.A Coréia do Norte disparou na quarta-feira sete mísseis, um deles intercontinental e os outros de médio e curto alcance, que caíram no Mar do Japão. Foi uma violação da moratória aceita pela Coréia do Norte, em 1999, sobre a realização de testes.Conselho de SegurançaOs sistemas de segurança dos EUA, Coréia do Sul e Japão entraram em alerta. A crise provocou a convocação de uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança da ONU.O Japão, apoiado pelos EUA e Reino Unido, prevê uma minuta de resolução pedindo aos Estados-membros da ONU a suspensão da transferência de recursos financeiros e tecnológicos que possam ser usados pela Coréia do Norte para o desenvolvimento de mísseis e armas de destruição em massa.O embaixador dos EUA na ONU, John Bolton, lembrou que é preciso "agir de forma cuidadosa", mas ressaltou a necessidade de um acordo no Conselho de Segurança o mais cedo possível.Em outro comunicado divulgado hoje e citado pela Kyodo, o Governo japonês antecipou que está preparando outro documento para apresentar na reunião do G8, de 15 a 17 de julho, em São Petersburgo, na Rússia. O texto vai ressaltar o grave risco para a estabilidade na região.Na quarta-feira a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que o caminho a seguir é o das "conversas de seis lados entre EUA, as duas Coréias, Japão, China e Rússia". As negociações sobre o programa nuclear norte-coreano pararam em novembro de 2005, devido ao boicote da Coréia do Norte."A comunidade internacional tem à disposição uma série de ferramentas para convencer a Coréia do Norte a não embarcar numa política suicida", disse Rice.

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