EUA julgam e condenam ex-cozinheiro de Bin Laden

O sudanês Ibrahim al-Qosi, de 51 anos, que no passado atuou como cozinheiro para o líder extremista islâmico Osama Bin Laden, foi condenado nesta quarta-feira a 14 anos de prisão em julgamento realizado por um tribunal militar norte-americano estabelecido na Base Naval dos Estados Unidos em Guantánamo, Cuba. Qosi e a promotoria fecharam um acordo sobre a duração da pena. Mas, por ordem da tenente-coronel Nancy Paul, que preside o júri militar, os detalhes referentes à verdadeira duração da sentença de Qosi serão mantidos em segredo até a libertação.

AE, Agência Estado

11 de agosto de 2010 | 20h43

O sudanês foi o primeiro prisioneiro a ser julgado por um tribunal militar norte-americano em Guantánamo desde que o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assumiu o poder, em janeiro do ano passado, prometendo fechar a polêmica carceragem. Um júri militar integrado por dez membros deliberou por pouco mais de uma hora antes de decidir a sentença, que agora deve ser aprovada por um alto oficial Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono).

Em julho, Qosi declarou-se culpado de fornecer "apoio material ao terrorismo", acusação que tanto a promotoria quanto a defesa concordaram que resultaria numa sentença de entre 12 e 15 anos de reclusão. As informações são da Dow Jones.

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