EUA lamentam expansão de assentamentos judaicos em Jerusalém

Segundo departamento de Estado, medida é contrária à retomada das negociações

Efe,

15 de outubro de 2010 | 17h29

WASHINGTON - O governo americano disse estar decepcionado com o anúncio de que Israel construirá 238 casas em duas colônias judaicas em Jerusalém Oriental. Em coletiva diária no departamento de Estado, o porta-voz P.J. Crowley criticou a medida.

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"O anúncio de novos assentamentos nos decepcionou. É contrário às nossas tentativas de retomar as negociações diretas entre as duas partes", disse Crowley.

As casas são as primeiras a serem construídas na parte ocupada da cidade desde março, quando a notícia da edificação de 1.600 novas casas, anunciada durante a visita do vice-presidente americano, Joe Biden, provocou uma crise entre ambas as potências.

Crowley revelou que o governo americano conhecia os planos do Ministério da Habitação israelense antes do anúncio e que o Departamento de Estado transmitiu às autoridades do país sua "preocupação" pelo assunto.

Segundo a imprensa israelense, a Casa Branca negociou os planos de construção com as autoridades de Israel e exigiu uma redução do número de casas proposto.

O porta-voz acrescentou que o governo "segue confiando nas negociações diretas como a melhor maneira de resolver o conflito, para que se possibilite a criação de um Estado palestino e a segurança e a estabilidade que Israel e o resto da região necessitam".

O anúncio das construções acontece em um momento delicado. Os palestinos se recusam a seguir com as negociações diretas de paz enquanto a ampliação das colônias continue.

O diálogo impulsionado por Washington e iniciado há apenas um mês e meio está paralisado desde que, em 27 de setembro, foi encerrada a moratória parcial à edificação nas colônias no território palestino ocupado da Cisjordânia.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que tinham concordado em fazer encontros quinzenais, não voltaram a se ver desde a reunião que mantiveram em Jerusalém há um mês exato.

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