Alejandra Villa/Reuters
Alejandra Villa/Reuters

EUA lembram 12º aniversário do 11 de Setembro

Familiares se reuniram em Nova York para ler nome das vítimas dos ataques terroristas

O Estado de S. Paulo,

11 Setembro 2013 | 10h42

(Atualizada às 17h) NOVA YORK - Familiares das vítimas dos piores ataques terroristas da histórica dos Estados Unidos se reuniram nesta quarta-feira, 11, para lembrar o 12º aniversário dos atentados de 11 de Setembro de 2001.

Os ataques em Nova York e em Washington mataram cerca de 3 mil pessoas, levaram a uma longa guerra no Afeganistão e elevaram os poderes de vigilância do governo americano, fato que continua a ser tema de debate até hoje. Dezenove sequestradores morreram nos ataques, mais tarde reivindicado por Osama Bin Laden e a Al-Qaeda

Na cerimônia realizada nas proximidades de Wall Street, em Nova York, pessoas leram os nomes das vítimas dos dois aviões sequestrados que atingiram o World Trade Center. Gaitas de foles e um coro de jovens inaugurou os trabalhos solenes, realizados em torno de dois espelhos d'água que marcam o local original das Torres Gêmeas.

"Para meu sobrinho Michael Joseph Mullin, sentimos sua falta e penso em você todos os dias", disse uma das 250 pessoas escolhidas para ler os nomes. "Você se foi, mas não foi esquecido", disse outra mulher sobre seu primo perdido.

"Não importa quantos anos se passem, nesta época do ano é sempre a mesma coisa", disse Karen Hinson, que perdeu seu irmão de 34 anos, Michael Wittenstein, em Nova York. O corpo dele nunca foi encontrado.

Um minuto de silêncio foi realizado em toda a cidade às 8h46 no horário local (09h46, no horário de Brasília), a hora em que o voo 11 da American Airlines se chocou contra a Torre Norte, com uma segunda pausa às 9h03 (10h03, no horário de Brasília), quando o voo 175 da United Airlines atingiu a torre sul.

O presidente Barack Obama fez um momento de silêncio na Casa Branca, ao lado da primeira-dama, Michelle Obama, do vice-presidente, Joe Biden, e da mulher dele, Jill Biden. Depois, o presidente participou de cerimônia em Washington, no Pentágono, que foi atingido por outro avião sequestrado.

"Vamos ter a força para enfrentar as ameaças que perduram, ainda que diferentes de 12 anos atrás, de modo que, enquanto houver aqueles que podem atingir nossos cidadãos, vamos permanecer atentos e defender nossa nação", disse Obama, após depositar uma coroa de flores no memorial do 11 de Setembro no Pentágono. "Vamos ter a sabedoria para saber que, apesar de a força ser às vezes necessária, a força por si só não pode construir o mundo que queremos", acrescentou.

O presidente americano reconheceu que o 11 de Setembro foi seguido por uma década de conflitos envolvendo os EUA. Ele prestou homenagem aos quatro americanos, incluindo um embaixador, que foram mortos em um ataque de militantes islâmicos contra o Consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia, em 11 de setembro do ano passado./ REUTERS e Agência Estado

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