EUA liberam US$ 8 bilhões de contas iranianas após acordo, diz Teerã

Porta-voz diz que o governo iraniano não irá transformar todos ativos em moeda local

O Estado de S. Paulo,

25 de novembro de 2013 | 14h15

TEERÃ - As autoridades iranianas afirmaram nesta segunda-feira, 25, que cerca de US$ 8 bilhões em ativos de contas iranianas nos Estados Unidos que estavam congelados até ontem foram liberados, após a assinatura do acordo nuclear com o Grupo P 5+1 em Genebra.

"Liberaram cerca de US$ 8 bilhões de ativos nos EUA", confirmou à agência local ILNA o porta-voz do governo iraniano, Mohamad Baqer Nobajt. Segundo Nobajt, os ativos já estão disponíveis para uso, mas o governo não deverá transformar todo o montante em moeda local.

O porta-voz enalteceu o acordo alcançado ontem com EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha e Alemanha e assegurou que ele terá um efeito positivo na economia iraniana, "o primeiro passo a uma redução progressiva das sanções internacionais sobre a República Islâmica."

O histórico acordo congela parcialmente o programa nuclear iraniano durante seis meses e, enquanto isso, as autoridades seguem negociando um acordo definitivo para pôr fim às inquietações da comunidade internacional sobre as ambições atômicas do Irã, incluindo a suposta intenção de desenvolver armas nucleares.

Segundo o texto, o Irã deverá deter o enriquecimento de urânio superior a 5%, diluir as reservas existentes a 20% e se submeter a controles sem precedentes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU.

Em troca, as potências ocidentais se comprometem a não impor novas sanções e a permitir que o governo iraniano repatrie parte do dinheiro procedente das exportações de petróleo que tem bloqueado no exterior, assim como manter as vendas de petróleo aos atuais clientes.

O acordo suspendeu sanções sobre as exportações de produtos petroquímicos, ouro, metais preciosos e componentes da indústria automobilística, permitiu a importação de aparatos de aviação e abriu um "canal humanitário" para a entrada de alimentos, produtos agrícolas, remédios e equipamentos médicos, além da possibilidade do pagamento de bolsas de estudos para iranianos no exterior./ EFE

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