EUA libertam dezenas de prisioneiros iraquianos

Centenas de iraquianos esperaram por horas, em frente à infame penitenciária de Abu Ghraib, pela anunciada libertação de aproximadamente cem detentos e denunciaram prisões injustas que, segundo eles, estão produzindo inimigos para os Estados Unidos. Familiares e amigos reunidos em frente ao presídio esperavam que seus entes queridos estivessem entre os eventuais libertados. Quando a libertação finalmente ocorreu, menos oitenta prisioneiros foram soltos.Na quarta-feira, o chefe da Autoridade Provisória da Coalizão (nome oficial da ocupação civil do Iraque liderada pelos EUA), Paul Bremer, anunciou a libertação de 506 dos aproximadamente 12.800 iraquianos detidos. Os primeiros cem deveriam ser libertados hoje em Abu Ghraib, utilizada no passado para prender, torturar e matar opositores do deposto regime de Saddam Hussein."Ele disse que aproximadamente cem pessoas seriam libertadas hoje de Abu Ghraib. Está tudo pronto", garantiu Dan Senor, porta-voz da coalizão. Segundo ele, a libertação está sendo atrasada porque as autoridades esperam por guardiães que garantam a boa conduta dos anistiados.Em frente à penitenciária, líderes tribais e religiosos queriam saber a quem deveriam recorrer para se apresentar como guardiães."Mentirosos! Mentirosos! Eles não querem libertar ninguém", gritou uma mulher em frente ao presídio. Outros protestavam contra o que qualificavam como "prisões injustas" entre as milhares de pessoas detidas pelos soldados americanos.

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