EUA libertam último suspeito do 11/9

Um argelino que, acredita-se, é o último dos suspeitos capturados nos EUA imediatamente após os atentados de 11 de setembro de 2001, foi solto nesta semana. Ela já havia sido inocentado em novembro de 2001. Benemar Benatta, de 32 anos, partiu para o Canadá, onde busca asilo político, depois de ter sido solto por autoridades americanas na quinta-feira, disse a advogada Catherine Amirfar.Benatta esteve entre os cerca de 1.200 árabes e muçulmanos presos em todo o território americano como suspeitos ou testemunhas na investigação que se seguiu aos atentados. O governo se recusa a discutir o que foi feito dessas pessoas, mas grupos de defesa dos direitos humanos afirmam acreditar que o argelino, um ex-tenente da Força Aérea de seu país, era o último ainda preso.A porta-voz da procuradoria americana Heather Tasker recusou-se a comentar a libertação do argelino. As autoridades americanas só aceitaram soltar Benatta depois que o cônsul-geral do Canadá lhe concedeu residência temporária, de acordo com documentos apresentados à Justiça.A trajetória do último detento começou em 5 de setembro de 2001, quando, com um visto vencido, ele cruzou a fronteira para buscar asilo no Canadá. Após os atentados do dia 11, seu histórico como um muçulmano treinado para pilotar aeronaves levou as autoridades canadenses a entregá-lo aos EUA.Ele passou seis meses em confinamento solitário. Embora o FBI tenha inocentado Benatta da acusação de terrorismo, ele acabou indiciado por portar documento falso de identidade. Essa acusação foi derrubada por um juiz que afirmou que os direitos do suspeito estavam sendo violados.Autoridades de imigração mantiveram Benatta sob custódia enquanto ele apelava da ordem de deportação para a Argélia. Ele alegou que, como desertor das Forças Armadas de seu país, acabaria torturado e morto se voltasse.

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