Evan Vucci/AP
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EUA libertarão 6 mil presos antes de cumprirem suas penas

Medida pretende aliviar a superpopulação das prisões e beneficiará detentos que cometeram delitos relacionados com drogas

O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2015 | 11h01

WASHINGTON - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos libertará 6 mil presos que ainda não terminaram de cumprir suas penas como medida para aliviar a superpopulação das prisões, segundo reportagem publicada na terça-feira pelo "Washington Post".

A libertação de presos, que será a maior já realizada de uma só vez no EUA, vai acontecer entre 30 de outubro e 2 de novembro, e aproximadamente dois terços dos detentos serão transferidos a centros de reinserção ou confinados temporariamente em seus lares até serem colocados em liberdade sob vigilância.

O restante dos prisioneiros que serão libertados são cidadãos estrangeiros que serão "rapidamente deportados", segundo o jornal.

A libertação dos 6 mil presos tem dois objetivos: aliviar a situação que se vive nas prisões de EUA, onde a população de reclusos se multiplicou nos últimos anos, e diminuir as "severas" penas impostas em delitos relacionados com as drogas nas últimas três décadas.

No ano passado, a Comissão de Sentenças do governo americano decidiu reduzir as penas potenciais por delitos relacionados com a posse, consumo ou venda de drogas, e decidiu que a mudança tivesse caráter retroativo.

No último dia 16 de julho, o presidente Barack Obama fez uma visita histórica a uma prisão federal para pedir uma reforma que "repense" o sistema de justiça criminal, que agora "gera prisões superpovoadas, impõe um estigma aos ex-detentos e impacta de forma desproporcional em negros e hispânicos".

Obama se transformou no primeiro presidente dos Estados Unidos a visitar uma prisão federal durante seu mandato, ao conhecer a prisão de El Reno, no leste de Oklahoma, e reunir-se com seis presos condenados por delitos relacionados com as drogas.

O presidente americano quer aprovar este ano no Congresso uma reforma do sistema de justiça penal do país, a fim de reduzir as sentenças aos condenados por delitos não violentos relacionados com as drogas, que afetam principalmente hispânicos e negros.

Cerca de 2,2 milhões de pessoas estão hoje atrás grades nos EUA, que concentram 25% dos presos do mundo, um número quatro vezes mais alto que o da China e superior ao dos 35 maiores países da Europa juntos, segundo a Casa Branca. / EFE

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