EUA lideraram ações na Líbia nos primeiros dias da intervenção

Americanos foram responsáveis por quase dois terços dos 336 sobrevoos feitos até terça

estadão.com.br

22 de março de 2011 | 22h00

WASHINGTON - Os aviões da coalizão internacional envolvidos nas operações no espaço aéreo da Líbia realizaram um total de 336 sobrevoos - dos quais 108 resultaram em ataques - desde o início da ofensiva contra as tropas do ditador Muamar Kadafi, no sábado, informou o Pentágono, de acordo com a agência AFP.

 

Veja também: 
especialTwitter: 
Acompanhe os relatos de Lourival Sant'anna
especialLinha do Tempo: 40 anos de ditadura na Líbia
blog Arquivo: Kadafi nas páginas do Estado
especialInfográfico:  A revolta que abalou o Oriente Médio
especialCharge: O pensamento vivo de Kadafi

 

Os EUA realizaram o maio número de saídas, com 212, quase dois terços do total. As forças americanas na Líbia são constituídas de caças F-15 e F-16, helicópteros e até aeronaves de reabastecimento. Os americanos ainda contam com navios no Mar Mediterrâneo.

 

Os outros países envolvidos nas operações aéreas até o momento - França, Reino Unido, Itália, Canadá, Espanha, Bélgica e Dinamarca - realizaram os outros 124 sobrevoos. Os franceses, que foram os maiores apoiadores de uma intervenção na Líbia, fizeram 62 dessas saídas, ou 18% do total.

 

Os dois destróieres e três submarinos americanos e um submarino britânico dispararam 162 mísseis Tomahawk entre o sábado e a noite desta terça, segundo dados atualizados às 16 horas de Brasília. A redução dos disparos parece indicar que as defesas antiaéreas do governo líbio - os alvos dos disparos - sofreram graves danos.

 

A coalizão - que ainda conta com Qatar, Noruega, Romênia e Holanda - deu início no sábado a uma intervenção militar na Líbia, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A medida prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de "quaisquer medidas necessárias" para impedir o massacre de civis pelas tropas de Kadafi, que está no poder há 41 anos e enfrenta um revolta há mais de um mês. Desde o início da ação internacional, os insurgentes ganharam força. Eles querem derrubar o ditador.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.