EUA mandam tropas para a Jordânia

O Exército americano enviou secretamente uma força-tarefa de mais de 150 estrategistas e outros especialistas para a Jordânia. O objetivo é ajudar Amã a administrar o fluxo de refugiados vindos da Síria e estar alerta para a possibilidade de Damasco perder o controle de suas armas químicas - além de posicionar-se para o caso de a guerra civil síria transformar-se num conflito mais amplo.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2012 | 03h10

A força-tarefa tem como base um centro de treinamento militar jordaniano instalado ao norte da capital do país. No momento, está concentrada em auxiliar Amã a administrar o atendimento de cerca de 180.000 refugiados sírios que cruzaram a fronteira para a Jordânia.

Funcionários de Washington envolvidos na operação disseram que a missão abrange também a elaboração de planos para tentar isolar a Jordânia, importante aliado dos EUA na região, do conflito sírio e evitar confrontos semelhantes aos que vêm ocorrendo ao longo da fronteira entre Síria e Turquia.

As fontes disseram que a criação de uma zona-tampão entre Síria e Jordânia foi discutida. Mas o corredor será criado apenas numa emergência.

O posto avançado poderá ser usado no caso de uma participação mais ativa dos EUA no conflito sírio. A base fica a menos de 56 quilômetros da fronteira com a Síria e constitui a presença militar americana mais próxima do país em crise.

"Estamos trabalhando estreitamente com nossos parceiros jordanianos em várias questões relacionadas com a Síria", disse George Little, secretário de imprensa do Pentágono, acrescentando que a maior preocupação é a segurança dos depósitos de armas biológicas e químicas da Síria. "Como afirmamos anteriormente, estamos nos preparando para várias emergências."

A missão americana na Jordânia começou sem alardes há alguns meses. / NYT

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