EUA mantêm-se cautelosos sobre reação diplomática

Pouco antes da obtenção de um consenso na votação do Conselho de Segurança que condenou a Líbia pela repressão aos manifestantes que protestam contra o regime de Muamar Kadafi, a secretária de Estado, Hillary Clinton, tinha se esquivado ontem de apresentar a posição americana na sessão. Ela indicou, porém, a intenção de não apoiar medidas unilaterais. "Quando tivermos uma maior compreensão do que realmente está acontecendo, nós tomaremos as medidas apropriadas conforme nossas políticas, valores e leis. Mas nós teremos de trabalhar junto com a comunidade internacional", afirmou.

Denise Chrispin Marin, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2011 | 00h00

Sem meios para interferir na crise líbia, o governo americano expressou preocupações maiores com a segurança de seus cidadãos no país, especialmente com diplomatas que não conseguiram retornar aos EUA. O presidente americano, Barack Obama fez ontem dois discursos em Cleveland e concedeu uma rápida entrevista a meios locais. Entretanto, não mencionou a repressão aos manifestantes na Líbia.

Hillary voltou a "condenar fortemente" a violenta reação do regime às manifestações. Mas deixou claro que a situação dos americanos no país era o foco da sua preocupação. "Agora, como sempre, a segurança e o bem-estar dos americanos têm de ser nossa prioridade", afirmou à imprensa. O porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, disse que os EUA estão negociando o embarque e 35 funcionários da embaixada em Trípoli.

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