EUA mantêm veto temporário a militares gays

A Suprema Corte dos EUA recusou ontem uma petição para a suspensão da política do "Don"t Ask, Don"t Tell" (Não pergunte, não diga), que proíbe militares gays de assumir publicamente sua opção sexual. A medida tinha sido solicitada por grupos de defesa dos direitos de homossexuais.

, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2010 | 00h00

O grupo ganhara em um tribunal distrital no mês passado, que considerou o veto inconstitucional. Mas o governo Barack Obama entrou com uma apelação e ganhou na Justiça o direito de manter a política do Pentágono até que uma decisão final seja tomada.

A política foi adotada em 1993 e prevê a expulsão das Forças Armadas de qualquer militar, homem ou mulher, que revelar publicamente sua homossexualidade. Obama afirma ser contra o veto a soldados abertamente gays, mas pede que a decisão seja tomada pelo Congresso - e não na Justiça.

A proposta de lei que acaba definitivamente com o "Don"t Ask, Don"t Tell" já foi aprovada na Câmara dos Deputados dos EUA e aguarda votação no Senado. A maior parte dos democratas apoia o fim da restrição e o Partido Republicano está dividido diante da polêmica.

A cautela de Obama já desgastou o apoio do eleitorado gay à Casa Branca. / REUTERS

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