EUA matam seqüestradores de sul-coreanos no Afeganistão

Informação é confirmada por oficiais afegãos; porta-voz taleban nega

Associated Press e Agência Estado,

18 de setembro de 2007 | 06h35

Um bombardeio de forças americanas na província de Ghazni, no leste do Afeganistão, matou na segunda-feira à noite 12 talebans, entre eles o comandante do grupo que seqüestrou 23 missionários sul-coreanos em julho. Apesar da informação ter sido confirmada por oficiais afegãos, um porta-voz dos rebeldes negou. O comandante das forças de segurança de Ghazni, Ali Shah Ahmadzai, informou que os aviões da coalizão liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão bombardearam uma "área suspeita" no distrito de Qarabagh. O alvo do ataque foi um conjunto de casas que abrigava uma reunião de talibãs. Morreram 12 rebeldes, inclusive o comandante dos insurgentes na província, Abdullah Jan Mansoor, acrescentou. Um porta-voz dos insurgentes, Qari Yousif Ahmadi, confirmou à Efe a ofensiva americana. Mas negou que algum comandante tenha sido morto no ataque. "Na segunda-feira à noite bombardearam a localidade de Gailan. Cinco talebans sofreram martírio e várias casas foram destruídas, mas não havia nenhum comandante entre os mortos", disse Ahmadi. O comando americano anunciou em comunicado uma operação combinada com o Exército afegão na mesma região, na qual morreram "vários" insurgentes e quatro foram detidos. Segundo a fonte, "vários combatentes inimigos confirmados" foram mortos a tiros durante a operação, num recinto que estava dando "refúgio" aos insurgentes. As forças afegãs e da coalizão acharam um arsenal de fuzis kalashnikov e granadas num edifício, que foi destruído com "munição de precisão". Os soldados dos EUA e do Exército do Afeganistão "escoltaram a mulheres e crianças" até uma distância segura antes de destruir o alvo, segundo o comando, que acrescentou que "não há indicações de ferimentos ou mortes entre não combatentes". Os detidos serão interrogados "sobre sua participação em atividades insurgentes", concluiu a fonte. O comandante taleban Khan Mansoor se declarou responsável pelo seqüestro de 23 voluntários cristãos sul-coreanos, em sua maioria mulheres, no dia 19 de julho, na província de Ghazni. Dois deles foram executados no mesmo mês. O resto do grupo foi sendo libertado aos poucos até o dia 30 de agosto.

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