EUA matam xeque e família, acusa polícia do Iraque

A polícia da cidade iraquiana de Balad informou que um ataque aéreo realizado na madrugada de hoje pelas forças de ocupação norte-americanas matou um xeque tribal e dois integrantes de sua família, além de deixar sete feridos. Líderes locais qualificaram o ataque como um "massacre de civis".

AE, Agência Estado

30 de julho de 2011 | 14h11

O comando das forças de ocupação dos EUA afirmou que o objetivo da missão era matar um "líder insurgente", mas as autoridades locais afirmaram que o alvo do ataque foi a residência de uma família na aldeia de Rufayat, 70 km ao norte de Bagdá. "Um ataque com helicópteros aconteceu em Rufayat por volta da 1 h (horário local) contra a casa de Hamid Hassan", disse o tenente-coronel Mohammed al-Baladawi, da polícia da cidade próxima de Balad.

"Eles mataram três pessoas, inclusive o xeque, e sete ficaram feridas", acrescentou o oficial. Segundo ele, quatro dos feridos são mulheres e todas as vítimas são da mesma família. Hamid Hassan, de 65 anos, era o líder de um ramo da tribo Rufayat.

Em Bagdá, um porta-voz das forças de ocupação dos EUA confirmou o ataque e minimizou a participação norte-americana, mas não deu dados sobre vítimas. "Nesta madrugada houve uma operação de contraterrorismo por parte das forças de segurança do Iraque em Balad, em busca de terroristas procurados por um mandado iraquiano. Assessores norte-americanos estavam lá a pedido do governo do Iraque, para ajudar na operação. Quando a equipe se aproximou da casa, ela foi alvo de tiros e disparou em autodefesa", disse o coronel Berry Johnson.

Já o primeiro-tenente Joseph Larrew afirmou que o alvo da operação era Firas Yasin Ahmad, "que é procurado pelas autoridades iraquianas por suspeita de envolvimento em terrorismo". Ele não esclareceu se Ahmad foi capturado na operação, nem se o suspeito estava em Rufayat no momento do ataque. As informações são da Dow Jones.

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