Toya Sarno Jordan / Reuters
Toya Sarno Jordan / Reuters

EUA minimizam ameaças da Coreia do Norte e anunciam reunião com Pyongyang

Secretário de Estado também afirmou que sanções impostas ao Irã não impulsionarão programa nuclear do Teerã

O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2018 | 18h28

WASHINGTON – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, minimizou neste domingo, 4,  a ameaça feita pela Coreia do Norte sobre a retomada do programa nuclear caso Washington não adotasse uma postura menos "arrogante" nas negociações.

"Não me preocupa a retórica, é algo que vimos conforme avançávamos nas negociações", disse Pompeo em entrevista ao canal Fox News. "Sabemos com quem estamos negociando, e o presidente Trump deixou sua posição muito clara: não haverá alívio econômico até que tenhamos alcançado nosso objetivo final." 

A Casa Branca não irá atender aos pedidos de Piongyang e se manterá firme na negativa de suavizar sanções econômicas até que os norte-coreanos desmantelem seu programa nuclear, assegurou Pompeo. O secretário de Estado americano também confirmou que se reunirá em Nova York com o responsável da inteligência norte-coreana, Kim Yong-chol, para “continuar as conversas sobre desnuclearização”.

O objetivo do encontro seria concretizar uma segunda cúpula entre os líderes de ambos os países, Donald Trump e Kim Jong-un, para prosseguir com o diálogo sobre a desnuclearização de Pyongyang, que começou durante a histórica reunião de junho em Singapura.

Trump expressou sua vontade de programar em breve essa segunda cúpula, mas seu assessor de segurança nacional, John Bolton, apontou recentemente a que a reunião pode ser adiada para o início de 2019, o que atrasaria o  diálogo. Há um mês, Pompeo visitou Piongyang  para preparar essa cúpula e se reunir com Kim Jong-un, mas não deu sinais de que o encontro produziu grandes avanços. 

EUA preveem que sanções "alterarão o comportamento" do Irã

Pompeo também falou sobre as sanções que os Estados Unidos irão impor ao Irã a partir da próxima segunda-feira, 5, e avaliou que elas vão alterar o comportamento de Teerã no cenário internacional.

"Estou muito certo de que as sanções que serão impostas na segunda-feira, e que não só as sanções ao petróleo, mas também as financeiras impostas pelo Departamento do Tesouro, terão o efeito desejado: alterar o comportamento do Irã", disse o secretário.

A rodada de sanções, que complementa a aplicada em agosto, vai focar na venda de petróleo iraniano, as transações financeiras com seu Banco Central e o setor portuário do país. Em outra entrevista, Pompeo descartou a possibilidade de as sanções influenciarem os iranianos a retomar o desenvolvimento de seu programa nuclear.

"Temos certeza de que os iranianos não tomarão essa decisão", afirmou Pompeo à CBS News.

O chefe da diplomacia americana adiantou que Washington planeja eximir das sanções de maneira temporária um máximo de oito países  que nos últimos tempos trabalharam para "reduzir a zero" suas importações de petróleo do Irã. Os países serão anunciados na segunda-feira.  

O reatamento das sanções é consequência da decisão de Donald Trump de retirar os EUA do acordo nuclear de 2015. Os demais assinantes desse pacto – Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha – estão buscando fórmulas para salvar o acordo e manter o comércio e as compras de petróleo do país. / EFE e W.Post 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.