AP Photo/Pablo Martinez Monsivais
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EUA mudam encarregado de negócios da embaixada em Cuba

DeLaurentis foi um ator-chave no processo de aproximação iniciada em dezembro de 2014 pelo ex-presidente dos EUA Barack Obama e pelo presidente cubano, Raúl Castro

O Estado de S.Paulo

12 Julho 2017 | 21h19

WASHINGTON - Os Estados Unidos indicaram Scott Hamilton como novo encarregado de negócios da embaixada do país em Havana, substituindo de forma interina o diplomata que supervisionou a normalização das relações com a ilha desde 2014, Jeffrey DeLaurentis, informou uma fonte oficial à agência EFE.

"Ele completou sua missão de três anos no último dia 7. Sua saída faz parte da rotação normal de diplomatas de carreira", disse uma funcionária do Departamento de Estado, que pediu anonimato.

A funcionária negou que a saída de DeLaurentis, que estava no comando da embaixada americana em Cuba desde junho de 2014, tenha relação com a guinada na política para ilha feita pelo novo presidente dos EUA, Donald Trump.

DeLaurentis foi nomeado chefe da seção de interesses de Cuba em junho de 2014, o que o tornou em um ator-chave no processo de aproximação iniciada em dezembro de 2014 pelo ex-presidente dos EUA Barack Obama e pelo presidente cubano, Raúl Castro.

Com o restabelecimento das relações bilaterais e a abertura da embaixada em Cuba em julho de 2015, DeLaurentis se tornou encarregado de negócios. Obama o indicou como embaixador em setembro de 2016, mas a oposição republicana, que controlava o Congresso, não quis submeter a nomeação à votação. Por isso, o diplomata não chegou a ser confirmado no cargo.

Hamilton, que até então era subordinado de DeLaurentis, agora ocupa o cargo de negócios de forma interina. Ele  terá o trabalho de implementar a nova política para a ilha anunciada por Trump em junho. A guinada proibirá a maioria das transações de americanos com empresas ligadas ao Exército de Cuba e restringirá o tipo de viagem que poderá ser feita ao país.

Trump também expressou apoio ao embargo econômico e disse que está disposto a negociar desde que Cuba dê passos concretos para a realização de eleições livres e liberte os presos políticos, algo que irritou profundamente o governo de Castro. / EFE

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