Maddie McGarvey/The New York Times
Maddie McGarvey/The New York Times

EUA multam em US$ 500 mil imigrante que negou ser deportada

No início desta semana, Trump assinou uma ordem executiva para cobrar todas as multas de qualquer pessoa que tivesse ingressado ilegalmente no país

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2019 | 02h35

NOVA YORK - O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês) multou em cerca de US$ 500 mil uma imigrante ilegal que se negou a ser deportada. Segundo informou nesta quinta-feira, 4, o jornal The New York TimesEdith Espinal, de 42 anos, vive em uma igreja de Columbus, no estado de Ohio, há 21 meses.

A imigrante, que não teve seu país de origem revelado, passa os dias orando e lendo em uma igreja menonita em Columbus. Os representantes da igreja protegem Edith, que cruzou ilegalmente os EUA, enquanto ela luta contra uma ordem de deportação.

No início desta semana, a secretária da igreja deu à imigrante uma carta de Imigração e Controle de Alfândegas onde dizia que Edith se negou "voluntariamente", "trapaceou ou conspirou" para impedir sua deportação e que devia ao governo quase US$ 500 mil. "Eu não tenho essa quantia de dinheiro", disse a imigrante, que confessou: "Nunca imaginei que eles nos enviassem essa reivindicação".

Edith Espinal é um dos vários imigrantes indocumentados que vivem em locais de culto e esta semana recebeu avisos semelhantes, no que é o último passo dado pelo governo de Donald Trump em sua repressão à imigração ilegal.

Autoridades do ICE disseram que a agência tem o direito de impor penalidades civis de até US$ 799 por dia a imigrantes indocumentados que recusaram a deportação. "O ICE está comprometido em usar vários métodos de conformidade, incluindo prisões, detenções, monitoramento tecnológico e sanções econômicas, para fazer cumprir a lei de imigração dos EUA e manter a integridade das ordens judiciais emitidas pelos juízes", disse Carol Danko, porta-voz da Agência de Imigração.

No início desta semana, o presidente Trump assinou uma ordem executiva para cobrar todas as multas de qualquer pessoa que tivesse ingressado ilegalmente no país. / EFE

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