EUA não aceitam soldado americano julgado pelo TPI

O Departamento de Estado dos EUA advertiu a governos de outros países que poderão perder a ajuda militar proveniente de Washington se não protegerem os soldados norte-americanos enviados em forças depaz do alcance do recém-estabelecido Tribunal Penal Internacional (TPI). Dois países, Romênia e Israel, prometeram não entregar os membros norte-americanos das forças de paz à corte. A Holanda negou-se a seguir a recomendação sob o argumento de que isto afetará a autoridade do TPI, ao qual Washington se opõe. As embaixadas dos Estados Unidos receberam instruções para negociar acordos com os governos estrangeiros para proteger os cidadãos norte-americanos presentes em forças de paz. A Casa Branca quer a promessa de que seus soldados não serão extraditados para julgamento. Em Washington, embaixadores de diversas nações foram convocados ao Departamento de Estado nas últimas duas semanas para serem lembrados de que o presidente George W. Bush está autorizado a retirar ou seguir com a ajuda de acordo com os interesses dos Estados Unidos. A corte foi estabelecida para julgar indivíduos acusados de genocídio e outros crimes contra a humanidade. Washington diz que se opõe ao TPI porque o tribunal poderia deixar cidadãos norte-americanos "à mercê de perseguições políticas".

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