EUA não comentam prisão de Menem

A prisão domiciliar decretada ontem contra o ex-presidente argentino Carlos Menem, que durante seu governo elevou as relações entre Buenos Aires e Washington a seu nível mais alto, não mereceu comentário dos Estados Unidos. "Não tenho nada de novo sobre este particular", disse Richard Boucher, porta-voz do Departamento de Estado, ao responder a um jornalista sobre a prisão e as afirmações de Menem segundo as quais os EUA sabiam das vendas de armas da Argentina à Croácia e ao Equador entre 1991 e 1995, motivo pelo qual Menem está sendo preso.As afirmações de Menem, veiculadas pela imprensa argentina, causaram preocupação na Casa Branca devido ao fato de Estados Unidos e Argentina serem, à época da venda de armas ao Equador, países mediadores de um acordo de paz equatoriano-peruano.Na terça-feira, ao responder uma pergunta sobre se sabia das declarações de Menem, Boucher, afirmou: "Ouvimos falar disso. Há pessoas investigando e não sabemos de ação alguma do governo dos Estados Unidos que pudesse ter ligação com a transferência de armas".

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