TOM BRENNER/NYT
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EUA não concederão visto diplomático para parceiros do mesmo sexo sem casamento

Nova política circulou em memorando da ONU no mês passado e entrou em vigor na segunda-feira

O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 21h27

WASHINGTON - Os Estados Unidos não irão mais conceder vistos diplomáticos para parceiros do mesmo sexo de diplomatas estrangeiros, exigindo que eles sejam casados legalmente para obtê-los, em uma reversão de diretrizes da era Obama, disseram nesta terça-feira, 2, autoridades americanas.

A nova política foi circulada em um memorando da Organização das Nações Unidas no mês passado e entrou em vigor na segunda-feira.

O memorando da ONU, que foi publicado online, afirma que o Departamento de Estado americano não irá emitir um visto G-4, para funcionários de organizações internacionais e seus parentes imediatos, para parceiros do mesmo sexo. Ao invés disso, parceiros do mesmo sexo de diplomatas sediados nos EUA terão de apresentar prova de casamento para poderem obter tais vistos.

As novas regras revertem uma política de 2009 instituída pela ex-secretária de Estado Hillary Clinton, que definiu “família” de diplomatas estrangeiros incluindo parceiros do mesmo sexo, logo, tornando-os elegíveis a vistos diplomáticos.

Diplomatas atualmente nos Estados Unidos poderão cumprir a nova exigência ao se casarem legalmente nos Estados Unidos, disse uma autoridade sênior do governo Trump em um briefing a repórteres nesta terça-feira. De acordo com o memorando da ONU, eles devem apresentar prova de casamento até 31 de dezembro ou deixar o país dentro de 30 dias.

A autoridade sênior do governo Trump disse que os EUA terão um processo para reconhecer parceiros do mesmo sexo de diplomatas estrangeiros de países onde casamento entre pessoas do mesmo sexo não é legal, mas que reconhecem parceiros americanos. / REUTERS 

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