EUA não definem envio de tropas à Libéria

Enquanto em Monróvia desesperados liberianos aproveitavam uma suspensão temporária dos tiroteios nesta terça-feira para saírem em busca de alimentos e água, em Washington o governo voltou a condenar a escalada da violência na Libéria - onde, segundo o ministro da Defesa, Daniel Chea, os combates de ontem deixaram mais de 600 mortos. E no Senegal o secretário de Estado americano, Colin Powell, continuava, pelo quinto dia consecutivo, discutindo com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e diplomatas dos EUA sobre a estratégia a ser adotada. Ao mesmo tempo, três navios americanos levando a bordo 2.000 fuzileiros navais e 2.500 marinheiros dirigiam-se para as costas do Mediterrâneo - onde ficarão à espera de ordens sobre se devem ou não seguir para as costas da Libéria. Mas fontes doPentágono indicaram que o presidente George W. Bush está inclinado a mandar apenas um pequeno contingente - talvez algumas centenas de marines - para o país e fornecer suporte de comando e comunicações para uma força de paz africana. Mais uma vez, Bush adiou uma decisãop enquanto ativistas de ajuda internacional insistem desesperadamente em que sem a presença de tropas de paz será extremamente difícil obter um cessar-fogo no país fundado por ex-escravos negros americanos. Três funcionários da agência internacional de ajuda americana (Usaid) não obtiveram permissão para ir à Libéria a partir da vizinha Serra Leoa devido à situação da segurança no país, para onde continua sendo enviada ajuda dos EUA , disse um funcionário americano. Em declarações aos jornalistas, o assessor de imprensa da Casa Branca, Scott McClellan, disse que ?continuamos a acompanhar de perto os acontecimentos (na Libéria)?.

Agencia Estado,

22 Julho 2003 | 13h13

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