EUA não descartam ação militar na Líbia

A Casa Branca informou hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá telefonar nas próximas horas para o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e para o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, para que a comunidade internacional discuta uma ação conjunta que obrigue o governante líbio, Muamar Kadafi, a suspender a violência contra os insurgentes.

AE, Agência Estado

24 de fevereiro de 2011 | 17h38

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que nenhuma opção foi retirada da mesa, inclusive uma possível ação militar. As discussões sobre a Líbia, contudo, não estão nesse plano ainda, ressaltou. Já o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Philip Crowley, disse que os militares do país estão "totalmente envolvidos" nas discussões em andamento no governo dos EUA sobre como reagir à crise na Líbia.

"Temos uma variedade de ferramentas, financeiras, sanções, medidas multilaterais, e estamos considerando todas elas. Os militares estão totalmente envolvidos nessas discussões e pensando em suas próprias opções que possam ser apresentadas ao presidente", afirmou Crowley. Segundo ele, antes do início da crise havia cerca de 6 mil norte-americanos registrados na embaixada em Trípoli como residentes na Líbia.

A declaração do porta-voz foi feita depois de vários jornais de países de língua espanhola publicarem um artigo do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, segundo o qual os EUA "não hesitarão em dar a ordem para que a Otan invada aquele rico país a Líbia, talvez nos próximos dias ou nas próximas horas". O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, negou a existência desses planos. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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