EUA não encontram nada em "esconderijo" de Saddam

Os soldados americanos não encontraram restos humanos, nem sequer um refúgio subterrâneo, no lugar onde os serviços de inteligência disseram que Saddam Hussein teria dormido na primeira noite da guerra, disse nesta quinta-feira uma fonte militar. Seguindo as indicações fornecidas pelas agências de espionagem, as forças americanas lançaram, em 20 de março, mais de 40 mísseis Tomahawk contra uma zona residencial ao sul de Bagdá, onde supostamente estariam o líder iraquiano e seus dois filhos. "Buscamos com todo empenho", disse o coronel Tim Medere, especialista em armas não-convencionais do 5º Corpo do Exército americano. "Não encontramos nenhum cadáver, nenhum refúgio", disse o coronel um dia depois de visitar o local.A fonte da informação da CIA que desencadeou o primeiro ataque é um segredo cuidadosamente guardado. Os funcionários dizem que o dado era considerado altamente confiável. Essa fonte disse à CIA que os filhos de Saddam, Qusai e Udai, e possivelmente o próprio ditador teriam passado aquela noite no complexo residencial, localizado à beira do rio Tigre. A informação da fonte foi considerada tão confiável que o diretor da CIA, George Tenet, levou-a pessoalmente ao Pentágono, onde a mostrou ao secretário de Defesa Donald H. Rumsfeld antes de levá-la à Casa Branca.A missão para matar Saddam aparentemente fracassou. O presidente apareceu um dia depois na televisão iraquiana e após um semana voltou a apresentar-se em uma transmissão pela TV. Foi visto pela última vez em Bagdá em 9 de abril. Os EUA não sabem se Saddam está vivo ou morto. Várias mensagens em seu nome surgiram desde que terminaram os combates, mas não há meios de confirmar a autenticidade.

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