EUA não irão dialogar diretamente com Irã e Síria em Bagdá

Enviados americanos à conferência em Bagdá, que irá discutir o problema da violência no Iraque, não irão dialogar com Irã ou Síria diretamente, segundo o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, em reportagem publicada pela CNN nesta quarta-feira, 1.De acordo com Snow, conversas diretas só acontecerão caso estes países mudem sua política internacional. No caso do Irã, os Estados Unidos pede interrupção de programa nuclear. Já a Síria supostamente apóia grupos considerados terroristas pelos americanos."Se de hoje até o dia 10 de março os iranianos suspenderem seu programa de enriquecimento de urânio, nós procederemos de maneira diferente", disse Snow, segundo a CNN. "No caso da Síria, eles devem parar de apoiar grupos terroristas", acrescentou.ConferênciaO gabinete do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, anunciou nesta quarta-feira, 28, que a Conferência Regional de Segurança sobre a crise no Iraque acontecerá no dia 10 de Março. Um importante diplomata disse que os vizinhos do país, incluindo Irã e Síria, concordaram em estar presentes junto com EUA e Reino Unido.Uma declaração feita pela assessoria de imprensa do ministro disse que convites foram enviados a países vizinhos, ao Egito, aos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, à Liga Árabe e à Organização da Conferência Islâmica. Não mencionaram quem mais já confirmou presença.Mas segundo Labid Abawi, ministro do Exterior, Irã e Arábia Saudita confirmaram, junto com EUA e Reino Unido. Rússia e França estudam o convite, mas "Não vejo nenhum sinal de que vão recusar", disse. O ministro disse também que a China aceitou participar.A Secretária de Estado, Condoleezza Rice, disse na terça-feira que os EUA vão integrar a reunião e apóiam o convite iraquiano a Irã e Síria.Ali Larijani, cabeça do Supremo Conselho de Segurança Nacional do Irã, disse que o ministro do Exterior iraquiano contatou o respectivo ministro iraniano para discutir a conferência. "Estamos revendo a proposta", disse Larijani.Larijani disse que a presença dos EUA não é um problema para o Irã. "Um não deve cometer suicídio porque está com medo da morte", querendo dizer que o Irã não se vetaria para evitar possíveis resultados negativos.

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