EUA não obtêm aval chinês para sanções contra Pyongyang

Os EUA bem que tentaram convencer a China a apoiar sanções contra a Coreia do Norte, mas não conseguiram nenhum compromisso explícito de Pequim. "Posso dizer que os chineses reconhecem a gravidade da situação", disse a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, em visita ao país.

Análise: Christophe Schmidt, O Estado de S.Paulo

26 Maio 2010 | 00h00

Até agora, a China recebeu com cautela o resultado da investigação sobre o afundamento da corveta sul-coreana Cheonan, que matou 46 marinheiros. Pequim se limitou a dizer que fará "sua própria avaliação" e não embarcou na onda de condenações contra o regime do líder norte-coreano Kim Jong-il.

Em um comunicado, o porta-voz da chancelaria chinesa, Ma Zhaoxu, pediu "calma" e "contenção" para todas as partes. O apoio da China, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, é essencial para a aprovação de sanções. Washington sabe disso e espera ações por parte de Pequim que reconheçam a gravidade do caso.

Hillary lembrou aos chineses que eles já apoiaram sanções ao país vizinho antes, em 2009, após o teste nuclear norte-coreano. Imediatamente após chegar ao país, no domingo, ela revelou ao governo chinês qual seria o tom do futuros pronunciamentos sul-coreanos. A delegação americana, porém, parece não esperar apoio imediato da China.

É JORNALISTA DA AGÊNCIA "FRANCE PRESSE"

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