EUA não pensam em cortar ajuda ao Egito, diz Hillary

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, ainda não fez o suficiente para responder às preocupações do próprio povo, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, neste domingo, ao pedir uma "transição ordenada" do país para a democracia. Em entrevista ao programa "This Week", da rede ABC, Hillary acrescentou, no entanto, que "não há discussão neste momento sobre o corte de qualquer ajuda" dos Estados Unidos para o Egito.

AE, Agência Estado

30 de janeiro de 2011 | 13h33

"Nós estamos sempre olhando e revisando nossos programas de auxílio, mas agora nós estamos tentando transmitir uma mensagem muito clara, de que queremos garantir que não haja violência, nem provocação que resulte em violência", disse.

Ao ser questionada se a nomeação do chefe de inteligência, Omar Suleiman, para a vice-presidência do Egito será suficiente para dissipar a pior crise no Egito, a secretária norte-americana respondeu: "Claro que não". "Este é o começo, o início do que precisa acontecer, que é um processo que conduza a passos concretos para alcançar a reforma democrática e econômica que temos estimulado".

Os EUA, disse Hillary, têm esperado por "democracia real" no Egito. Em entrevistas anteriores com as redes CBS e CNN havia incitado Mubarak a buscar "diálogo nacional". "Incitamos o governo Mubarak, que ainda está no poder, incitamos o exército, que é uma instituição muito respeitada no Egito, a fazerem tudo o que for necessário para facilitar este tipo de transição ordenada". As informações são da Dow Jones.

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