EUA não querem maior envolvimento na guerra da Líbia

Secretário de Defesa afirma que Washington não busca coordenar 'reconstrução' do país africano

Reuters

31 Março 2011 | 17h58

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, afirmou nesta quinta-feira, 31, que seu país não busca se envolver em maior profundidade nos conflitos da Líbia e disse que Washington não buscará um papel de relevância na "reconstrução" do país africano.

 

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"Estou preocupado com o nossa missão e quero evitar um comprometimento aberto e em grande escala dos americanos na Líbia. Sabemos como foi no Afeganistão, sabemos como foi no Iraque", disse o secretário de Defesa em ao Comitê de Serviços Armados do Senado americano.

 

 

Gates, que deve deixar o posto ainda neste ano, também disse que os EUA "não buscam dirigir o futuro de uma Líbia pós-Kadafi". "Acho que a última coisa que esse país precisa é coordenar a reconstrução de outra nação", afirmou. O presidente americano, Barack Obama, já disse repetidas vezes que o futuro da Líbia depende somente do povo líbio.

 

 

Apesar da cautela quanto ao envolvimento citada por Gates, os EUA lideraram os primeiros dias da incursão militar na Líbia, onde uma revolta popular tenta encerrar o regime do ditador Muamar Kadafi, que já dura 41 anos. A intervenção foi autorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de proteger os civis líbios e criar uma zona de exclusão aérea na nação africana.

 

A responsabilidade pela ajuda à Líbia, disse o secretário, não necessariamente deve recair sobre os americanos. "Creio que há outros países tanto na região quanto na Europa que podem fazer esse trabalho, particularmente para auxiliar o desenvolvimento da Líbia", disse Gates. "Só acho que não precisamos nos envolver em mais um", completou.

 

Os EUA já empreendem missões no Afeganistão e no Iraque, onde lutaram guerras contra o terrorismo durante os últimos dez anos. Os americanos tiveram um papel decisivo nestes países em âmbito militar e civil, o que também gera críticas internas e externas a Washington.

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