EUA "não renunciarão à guerra", avisa Powell

O secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, disse hoje, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que os Estados Unidos ?não têm pressa? de lutar com o Iraque, mas que também não renunciarão à guerra, se ela se apresentar como única forma de desarmar Saddam Hussein. Powell também declarou que os EUA se reservam o direito de agir unilateralmente contra o regime de Bagdá.Em seu discurso, Powell acusou o presidente iraquiano de ter vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda, e advertiu que se o Iraque não se desarmar, ?será desarmado por nós?. O relatório dos inspetores da ONU sobre o arsenal iraquiano deverá ser divulgado amanhã.?Quanto mais esperamos, mais chances há de que o ditador vinculado a grupos terroristas (...) compartilhe tecnologia e utilize seus arsenais?, disse Powell, que qualificou Saddam de ?ameaça, perigo?, com o qual ?não estamos dispostos a conviver?.Seis semanas de inspeções no Iraque ?não deram resposta a questões-chave: onde estão as armas? O que aconteceu com as quase 30 mil munições capazes de transportar agentes químicos? Onde estão os laboratórios móveis de armas??, questionou Powell. ?Não é um problema acadêmico: tratam-se de armas que podem assassinar milhares?, disse.Diante da possibilidade de uma ação militar contra Bagdá, Powell explicou: ?Queremos trabalhar juntos, com a Europa, e enfrentar com ela os desafios dentro e fora da Europa?, reconhecendo que ?diferenças são inevitáveis?.?A opção pela guerra não está descartada: Washington defenderá os Estados Unidos e seus amigos?, avisou.Palestinos e CoréiaColin Powell disse que um Estado palestino - uma ?Palestina democrática?, segundo disse - será possível em 2005. ?Os palestinos precisam de uma liderança diferente e nova, novas instituições e pôr fim ao terror e à violência; Israel deve aliviar os sofrimentos e pôr fim à construção de colônias?.Powell disse que os EUA não pretendem atacar a Coréia do Norte. ?Trabalhamos com nossos aliados e outros países da comunidade internacional para enfrentar, com o instrumento da diplomacia, nossas preocupações comuns a respeito do programa nuclear norte-coreano?, afirmou.Veja o especial sobre os Fóruns de Davos e Porto Alegre

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