EUA não sabem o que fazer com os restos mortais dos terroristas

Entre os restos humanos encontrados no prédio do Pentágono e na Pensilvânia depois dos ataques terroristas de 11 de setembro estão os de nove dos seqüestradores. O FBI os guardou por vários meses, e ninguém aparentemente sabe o que fazer com eles. "De acordo com o Islã, você deve enterrar os corpos dos mortos, então eu gostaria de pegar (os resto humanos) e espalhar por todo o local (dos atentados)", afirmou Donn Marshall, cuja mulher, Shelley, morreu no Pentágono. "Eles não merecem qualquer tipo de cortesia religiosa". A opinião do viúvo do 11 de setembro é apenas um exemplo do quão sensível é a questão dos restos mortais dos terroristas para os americanos e seu governo, que deverá decidir o que fazer com os pedaços de corpos. "É uma situação ímpar", disse o doutor Jerry Spencer, que já foi examinador-chefe do Instituto de Patologia das Forças Armadas. "Restos mortais de terroristas geralmente não ficam desta forma em poder dos Estados Unidos. A outra questão é: será que as famílias os querem de volta?". Quatro grupos de restos mortais na Pensilvânia e cinco no Pentágono foram considerados como pertencentes aos seqüestradores através de um processo de eliminação. Nenhum deles foi identificado pelo nome.

Agencia Estado,

16 Agosto 2002 | 18h07

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