EUA negam acusação de complô para assassinar Capriles

O governo dos Estados Unidos desmentiu nesta segunda-feira acusações feitas pelo presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, de que agentes norte-americanos estariam planejando assassinar o candidato de oposição Henrique Capriles e fomentar um golpe no país sul-americano.

AE, Agência Estado

18 de março de 2013 | 18h44

Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, disse hoje a jornalistas que o governo norte-americano "rechaça categoricamente as alegações referentes a qualquer espécie de envolvimento em complôs para desestabilizar o governo venezuelano ou para ferir quem quer que seja na Venezuela".

Maduro fez a acusação na semana passada e a tem repetido desde então. O presidente interino enfrentará Capriles nas eleições presidenciais, antecipadas para 14 de abril por causa da morte de Hugo Chávez, que no ano passado foi reeleito para um mandato de seis anos, mas sucumbiu a um câncer antes mesmo de tomar posse.

Segundo Maduro, os mentores dos supostos complôs para desestabilizar a Venezuela são ex-diplomatas do governo George W. Bush. Ele pediu ao atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que "pare com essa insanidade".

Enquanto isso, uma pesquisa de intenção de voto divulgada nesta segunda-feira indica que Nicolás Maduro é o favorito para as eleições de 14 de abril. O herdeiro político do presidente Hugo Chávez tem 49,2% da preferência popular, segundo o instituto Datanálisis. O opositor Henrique Capriles, governador de Miranda, conta com 34,8%. A vantagem é de 14 pontos porcentuais. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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