EUA negam papel da CIA em ataques no Paquistão

Autoridades americanas negaram ontem a responsabilidade da CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) pelos dois últimos ataques de aviões não tripulados (drones) no Paquistão. Os bombardeios ocorreram em fevereiro e provocaram a morte de 11 pessoas. Na ocasião, Islamabad protestou contra essas missões.

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2013 | 02h09

Segundo o New York Times, uma autoridade americana disseque desde janeiro não há operações com drones no Paquistão. A hipótese levantada foi a de os ataques podem ter sido executados por militares paquistaneses e falsamente atribuídos à CIA.

Washington ainda trabalha com a possibilidade de o ataque ter sido promovido pelo Taleban. Em 2009, a operação paquistanesa que matou Baitullah Mehsud, líder taleban no Paquistão, foi erroneamente atribuída aos Estados Unidos.

O governo americano não comenta o caso, que amplia as críticas sobre o uso de drones pela CIA e tumultua ainda mais a relação bilateral entre os dois países. Ontem, a Casa Branca anunciou a entrega de documentos confidenciais sobre as operações de combate ao terrorismo e o uso de drones para o Comitê de Inteligência do Senado.

O presidente Barack Obama vinha sido pressionado por senadores a entregar o material para garantir a aprovação de John Brennan, ex-conselheiro de Segurança Nacional, como diretor da CIA - a nomeação foi aprovada ontem.

Em sua sabatina, em fevereiro, Brennan defendeu que o uso de drones é um meio legal de combate ao terrorismo. Missões que usam as aeronaves controladas à distância são atribuídas ao país no Iêmen e na Somália.

Dois dias antes, o governo havia enviado ao Senado documentos secretos sobre o ataque de drones que matou o americano Anwar Awlaki, no Iêmen, em 2011.

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