EUA negam pedido para inspeção nuclear no Iraque

Os Estados Unidos não têm planos imediatos de permitir que inspetores de armas da ONU retornem ao Iraque, disse um funcionário do governo americano em Paris, praticamente descartando um pedido da entidade para ter acesso às instalações nucleares iraquianas. "Nós não vemos nenhuma necessidade real de que inspetores de armas químicas, biológicas ou nucleares ligados à ONU retornem ao Iraque para procurar por armas de destruição em massa ou protegê-las", disse o funcionário americano, que viajou a Paris para conversar com diplomatas britânicos e franceses.Sob condição de anonimato, ele disse não ter dúvidas de que Washington continuará em contato com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), subordinada à ONU, com relação aos locais que estão sendo monitorados no Iraque. Porém, ele aparentemente descartou um pedido feito ontem pela mesma entidade para que tenha acesso às principais instalações nucleares iraquianas, que podem ter sido saqueadas."Penso que nós estamos lá e é nossa responsabilidade, já que foi por isso que travamos a guerra. Creio que somos capazes de lidar com isso", afirmou, em resposta a uma pergunta sobre a solicitação da AIEA. Mohammed El-Baradei, diretor-geral da AIEA, enviou aos EUA um pedido por escrito na semana passada. Na carta, ela solicitava acesso ao centro de pesquisas nucleares de Tuwaitha, no Iraque, disse Melissa Fleming, porta-voz da entidade.A carta foi enviada após o surgimento de relatos de "diversas testemunhas e da imprensa" com relação a saques na instalação nuclear, afirmou ela. Até ontem, de acordo com a porta-voz, os Estados Unidos não haviam respondido formalmente ao pedido. A fonte ligada ao governo americano comentou ainda que Washington está procurando meios alternativos de trabalho para os cientistas iraquianos que trabalhavam nos programas iraquianos de armas. Ainda segundo ele, descobertas de supostas armas de destruição em massa podem ser anunciadas em breve.Veja o especial :

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