REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

EUA negam que avião militar americano invadiu espaço aéreo venezuelano

Pentágono disse que história de Maduro não está certa e que aeronave mais próxima da Venezuela estava em espaço aéreo internacional

O Estado de S. Paulo

19 Maio 2016 | 14h51

WASHINGTON - Os EUA negaram na quarta-feira que um avião militar do país tenha invadido o espaço aéreo venezuelano, como afirmou na terça-feira o presidente Nicolás Maduro. "Essa história não está correta", disse o porta-voz do Pentágono, o comandante da Marinha Jeff Davis.

"Nossa aeronave mais próxima da Venezuela estava em espaço aéreo internacional, a 160 km do território venezuelano", assinalou Davis.

Na terça-feira, Maduro anunciou um protesto diplomático contra os EUA após denunciar a dupla incursão de um avião militar americano na semana passada em território venezuelano.

O presidente disse que a aviação militar venezuelana havia detectado uma "entrada ilegal para trabalhos de espionagem não usuais" de um Boeing 700 E-3 Sentry "com mecanismos para espionagem eletrônica".

Mas o Pentágono assinalou que realiza voos rotineiros de vigilância na região para combater o crime organizado e o tráfico ilegal, provavelmente de drogas. "São feitos todos os esforços durante esses voos para que sejam respeitados os limites nacionais reconhecidos internacionalmente", frisou Davis. Maduro anunciou que levará um protesto ao governo dos EUA.

Em um contexto de crise doméstica, a oposição foi às ruas na quarta-feira na Venezuela. O objetivo era pressionar a aceleração do trâmite para a convocação do referendo revogatório contra Maduro. A Polícia reagiu com bombas de efeito moral para conter a multidão.

O Departamento de Estado americano expressou sua preocupação. "Os informes do uso excessivo da força e da violência contra manifestantes é, obviamente, preocupante para nós", afirmou o porta-voz da pasta, John Kirby.

Na terça-feira, a Casa Branca pediu a Maduro que dê atenção às críticas feitas ao seu país para solucionar os problemas atuais. /AFP

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