EUA: Obama reforça critérios para ataques com drones

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira mais uma tentativa de fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, e levantou a moratória para transferir presos para o Iêmen. Obama também defendeu o polêmico uso de aviões militares teleguiados no combate a supostos "terroristas", mas admitiu que a tática não é uma solução definitiva e será remodelada, com critérios mais rigorosos para evitar mortes entre civis.

AE, Agência Estado

23 de maio de 2013 | 18h09

Obama qualificou o discurso proferido nesta quinta-feira como uma tentativa de redefinir a natureza e o alcance das ameaças à segurança dos EUA, e salientou o que qualificou como o enfraquecimento da rede extremista Al-Qaeda e o fim do envolvimento militar norte-americano no Afeganistão.

"Nem eu nem nenhum outro presidente poderá prometer uma derrota total ao terror", disse Obama na Universidade Nacional de Defesa. "O que nós podemos - e devemos - fazer é desmantelar os grupos que representam uma ameaça direta e tornar menos provável que outros grupos se estabeleçam, mas tudo isso tendo em vista a manutenção da liberdade e dos ideais que defendemos", declarou.

Obama defendeu o uso de aviões não tripulados, mais conhecidos como drones, para combater "terroristas", mesmo que essas operações causem mortes indesejadas de civis e que elas não representem uma cura definitiva contra o terrorismo. Segundo ele, essas operações são legais, eficientes e uma peça-chave na política de segurança nacional.

Antes do discurso, o presidente apresentou ao Congresso e ao povo as linhas gerais da política e os padrões que os EUA aplicam antes de decidir por um ataque não tripulado. Membros do governo dizem que as orientações são para que se usem essas operações apenas quando o alvo representar um perigo iminente.

"Antes de qualquer ataque é preciso ter certeza que nenhum civil será morto ou ferido", afirmou Obama. "Para mim, e para aqueles em minha cadeia de comando, essas mortes nos assombrarão enquanto vivermos", disse.

Já o fechamento da carceragem de Guantánamo foi uma promessa feita por Obama na campanha que o levou à Casa Branca. Em seu primeiro mandato, Obama tentou avançar uma proposta para fechar a prisão, mas a iniciativa foi barrada pelo Congresso.

Anteontem, o detalhamento da proposta do Orçamento para 2014 previa mais US$ 450 milhões para manter e reformar a carceragem da base naval em Guantánamo, onde há anos são mantidos 166 prisioneiros estrangeiros sem que tenham sido condenados por nenhum crime.

Para fechar a prisão, o presidente norte-americano precisará do apoio de republicanos relutantes em transferir alguns prisioneiros para os EUA e julgá-los em cortes civis. Obama considera que esse é um passo crucial para atingir o objetivo de combate ao terrorismo. As informações são da Associated Press.

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