EUA obtêm promessa de aliados

Segundo Gates, até 20 países anunciaram reforço civil ou militar

REUTERS, O Estadao de S.Paulo

21 de fevereiro de 2009 | 00h00

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse ontem na Cracóvia, Polônia, que os EUA esperam que os países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciem em breve o envio de reforços ao Afeganistão, onde, há mais de sete anos, militares americanos e de outros 40 países tentam derrotar o grupo radical islâmico Taleban."Nos últimos dois dias, cerca de 20 países anunciaram que aumentarão sua ajuda, seja civil ou militar", disse Gates, após se encontrar na Cracóvia com representantes de 25 países-membros da Otan e 15 Estados que participam dos esforços internacionais no Afeganistão. "Espero contribuições significativas. Mas me parece um bom ponto de partida antes da cúpula", disse Gates, referindo-se à reunião da Otan, que será realizada em 3 e 4 de abril, simultaneamente na França e Alemanha. Na terça-feira, os EUA já haviam anunciado o envio de mais 17 mil militares ao Afeganistão. A declaração de Gates reflete o otimismo americano com a possibilidade de que seus aliados também aumentem a cooperação no que é considerado o principal desafio militar do governo de Barack Obama.Para o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, há um forte compromisso dos aliados com os EUA, mas o envio de soldados adicionais por países europeus estaria na casa das centenas, não dos milhares. A Itália já havia anunciado o envio de mais 500 militares e a Alemanha, 600. A França disse não ter planos de ampliar sua presença, e a Grã-Bretanha afirmou que essa é uma responsabilidade dos outros membros da organização.MOSCOUDurante a reunião, Gates também disse que os EUA pretendem levar em conta a posição da Rússia em seus planos de construir um escudo antimísseis na Europa. A declaração marca uma mudança de tom em relação ao governo anterior e pode ajudar a reduzir a tensão com Moscou.

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