EUA oferecem ajuda a vítimas do terremoto no Irã

Os EUA ofereceram hoje ao Irã alimentos, barracas e equipamentos de purificação de água para os sobreviventes do terremoto que devastou, no final de semana, vários vilarejos no oeste iraniano, matando 245 pessoas e ferindo mais de 1,3 mil. No sábado à noite, o presidente americano, George W. Bush, disse que o país estava pronto para ajudar as vítimas, sem entrar em detalhes.A oferta formal foi feita ao Irã por intermédio da Embaixada dos EUA na Suíça, já que os dois países não mantêm relações diplomáticas desde 1979. "Não recebemos ainda uma resposta específica, mas o Irã tem recusado as ofertas de assistência vindas do exterior até que possa identificar melhor suas necessidades", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher.O porta-voz da chancelaria iraniana, Hamid Reza, disse à rádio estatal do Irã que o país não pediu ajuda a nenhum outro. "Mas normalmente nessas situações várias nações mandam ajuda, que é bem recebida", comentou Reza. França, Grã-Bretanha, Bélgica, China e Kuwait se prontificaram a enviar material de primeira necessidade.Boucher disse que os EUA estão procurando meios de enviar sua contribuição por intermédio de organizações assistencialistas. Os moradores das áreas afetadas queixam-se da demora em receber ajuda. Faltam alimentos e as pessoas estão dormindo a céu aberto porque suas casas foram demolidas, ou por temerem que um novo terremoto derrube as moradias, que ficaram precariamente de pé.O sismo de sábado atingiu 6,3 graus na escala Richter e foi sentido em oito províncias, incluindo a da capiral, Teerã. O epicentro foi na cidade de Bouin-Zahra, na província de Qazvin. Dezenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas. "Perdi toda a esperança", lamentava-se hoje Saadalluh Qasemi, de 45 anos, que perdeu a mulher e dois filhos de 8 e 10 anos. Ele é morador de Abdareh, um dos vilarejos montanhosos afetados.O sismo derrubou a mesquita local e matou 20 pessoas. Na vizinha Changooreh, somente duas das 100 casas permaneceram de pé. Morreram 140 pessoas.

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