EUA opõem-se à reeleição de Insulza

Apoio de secretário-geral da OEA a Cuba teria irritado Washington

Ap, AFP e efe, SANTIAGO, O Estadao de S.Paulo

13 de julho de 2009 | 00h00

O governo dos EUA é contra a reeleição do chileno José Miguel Insulza como secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) por causa de seu apoio ao retorno de Cuba ao organismo. Segundo o jornal chileno El Mercurio, fontes em Washington e Santiago confirmaram que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, teria manifestado em duas oportunidades que não apoia a reeleição de Insulza - defendida pela presidente chilena, Michelle Bachelet.A reportagem afirma que Hillary viu "com preocupação" as gestões pessoais de Insulza para conseguir que Cuba fosse reincorporada à OEA sem condições prévias. Os EUA tentaram vincular o levantamento de sanções à exigências democráticas.O regresso de Cuba ao organismo foi aprovado em 3 de junho por aclamação, durante a Assembleia-Geral da OEA em Honduras. Havana tinha sido marginalizada do grupo em janeiro de 1962. O retorno, porém, foi condicionado à aceitação da Carta Democrática do grupo, que exige o exercício da democracia e dos direitos humanos, artigo incluído por pressão dos EUA na resolução de junho. O governo cubano criticou o grupo e expressou desinteresse por sua volta à organização.O jornal ainda afirmou que Hillary advertiu a delegação chilena em Honduras que os EUA não viam com "bons olhos" a reeleição de Insulza, cujo mandato de cinco anos será concluído em maio de 2010.DEFESA CHILENAEm junho, Bachelet aproveitou uma visita aos EUA para lançar a candidatura de Insulza. "Meu governo aprova decididamente a continuação do esforço e da contribuição à região feitos por Insulza", disse a presidente chilena.O trabalho do secretário-geral também foi elogiado várias vezes pelo chanceler chileno, Mariano Fernández. "Insulza promoveu a democracia, a paz e a defesa dos direitos humanos na região", afirmou Fernández.

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