EUA pararam de espionar Merkel, dizem autoridades

Funcionários do governo dos EUA disseram que a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) encerrou o programa usado para espionar a chanceler alemã, Angela Merkel, e outros líderes mundiais.

AE, Agência Estado

28 de outubro de 2013 | 08h01

Segundo as fontes, a decisão ocorreu após uma revisão interna da administração do presidente Barack Obama ter revelado à Casa Branca a existência dessas operações.

A NSA estaria monitorando cerca de 35 líderes mundiais, disseram as autoridades. A declaração vem em linha com a reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian, na semana passada, quando revelou por meio de documentos vazados pelo ex-agente da NSA Edward Snowden que os EUA espionavam 35 líderes mundiais.

Outros programas estão programados para chegarem ao fim, disseram os membros do governo. No entanto, ainda não está claro quais operações já foram encerradas ou quem está na lista de líderes que permanecem alvos de escutas.

As autoridades afirmaram que o esforço de remover alguns líderes mundiais da lista de observação tem sido complicado, uma vez que as comunicações estão muito interligadas e algumas das operações ainda estão produzindo conteúdo para o uso da agência de inteligência norte-americana.

O relato sugere que Obama administrou o país por quase cinco anos sem saber que seus espiões estavam monitorando os telefones de líderes mundiais.

O porta-voz da NSA Vanee Vines disse que a agência baseou suas operações em prioridades definidas com o governo dos EUA, enquanto membros da NSA disseram que a agência têm tantas operações de escutas em vigor que não seria prático informar o presidente de todas elas. Eles explicaram que Obama foi informado das prioridades da NSA, mas que pessoas na agência tomaram as decisões sobre metas específicas, um protocolo que agora está sendo revisto.

Os EUA estão conduzindo dois processos de análise, um interno, com várias agências de segurança nacional do país, e outro externo, conduzido principalmente por ex-autoridades do governo e com o compromisso de emitir um relatório final até 15 de dezembro, segundo a porta-voz da Casa Branca Caitlin Hayden. Fonte: Dow Jones Newswires.

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