EUA pede que Europa aceite ex-presos de Guantánamo

O procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, pediu hoje que países da Europa aceitem alguns dos detentos libertados da prisão da baía de Guantánamo. O pedido foi feito durante uma reunião com vários representantes europeus para atualizar tratados de extradição e de cooperação legal. "Tivemos uma conversa muito franca", disse Holder. "Precisamos encontrar lugar para onde essas pessoas possam ir e pedimos ajuda de nossos parceiros da União Europeia", afirmou durante coletiva de imprensa.

AE-AP, Agencia Estado

28 de abril de 2009 | 17h28

Atualmente, cerca de 240 detentos ainda são mantidos em Guantánamo. Por volta de 60 deles podem não ser enviados de volta a seus países de origem em razão das preocupações de que possam ser maltratados. Mas quando se trata de ter ex-suspeitos de terrorismo internacional andando nas ruas, a administração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tenta superar o sentimento "não no meu quintal" que existe nos dois lados do Atlântico.

Vários países europeus, dentre eles Portugal e Lituânia, disseram que vão estudar o recebimento de prisioneiros. Outros, como a Alemanha, estão divididos sobre o assunto. Amanhã Holder planeja fazer um discurso em Berlim sobre o objetivo norte-americano de fechar a prisão em nove meses.

O ministro do Interior da República Checa, Ivan Langer, disse acreditar que alguns países europeus vão aceitar os ex-prisioneiros de Guantánamo, mas não o seu país. "Sim, eu espero que a Europa aceite alguns e há uma forte vontade em alguns países", disse Langer, que se opõe ao envio de tais prisioneiros para sua terra natal. "Nós não aceitamos ninguém porque há chances muito pequenas de integração dessas pessoas na República Checa", disse. Ele acrescentou que é muito importante que as autoridades norte-americanas divulguem o "máximo de informações" sobre os casos dos detentos para que, dessa forma, funcionários da União Europeia possam saber exatamente quem estão aceitando.

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