EUA pedem à China que use influência

Washington apela a chineses que contenham a Coreia do Norte, tradicional aliada de Pequim

REUTERS e AP, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2010 | 00h00

WASHINGTON

Os EUA iniciaram ontem uma pressão diplomática sobre Pequim para que o governo chinês use sua influência e controle as ações da Coreia do Norte, seu tradicional aliado. "A China tem um papel essencial para levar a Coreia do Norte a uma mudança radical", afirmou Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado. "Os chineses devem enviar uma mensagem direta ao regime norte-coreano."

O Japão também seguiu a mesma linha dos EUA e colocou pressão no governo chinês. O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, pediu ontem que Pequim contenha Pyongyang. "Devemos pedir à China, que tem uma influência importante sobre a Coreia do Norte, que se una aos esforços para conter as ações de seu aliado", declarou Kan.

Em Pequim, a estratégia parece ter dado certo. Ontem, os chineses voltaram a pedir "calma e moderação" às duas Coreias. O governo chinês evitou novamente condenar a Coreia do Norte, mas demonstrou preocupação com a repercussão do ataque à ilha sul-coreana de Yeonpyeong, que matou quatro pessoas na terça-feira.

"A China leva esse incidente muito a sério e expressa dor e pesar pela perda de vidas e propriedades", disse Hong Lei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. "Sempre sustentamos que as partes devem, por meio do diálogo e das consultas, resolver as disputas por meios pacíficos."

Negociação. Em comunicado, a chancelaria chinesa pediu às Coreias do Norte e do Sul que comecem a negociar "o mais rápido possível". O texto diz ainda que a China se opõe a "qualquer ação danosa à paz e à estabilidade na Península da Coreia".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.