EFE/Alejandro Ernesto
EFE/Alejandro Ernesto

EUA pedem a Cuba que liberte jornalista preso em 2011 acusado de espionagem

Porta-voz ajunto do Departamento de Estado afirma que José Antonio Torres foi detido após jornal oficial do país publicar uma matéria do jornalista sobre má administração de fundos na construção de obras públicas em Santiago de Cuba

O Estado de S. Paulo

27 Abril 2016 | 10h55

WASHINGTON - O governo americano apresentou na terça-feira um pedido às autoridades cubanas pela soltura do jornalista José Antonio Torres, detido em 2011 e condenado a 14 anos de prisão acusado de espionagem.

O porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Mark Toner, falou do caso de Torres, no início da campanha "Libertem a Imprensa", que diz respeito aos jornalistas ao redor do mundo vítimas de detenções arbitrárias ou ameaças.

Ao mencionar o caso, Toner disse que Torres foi preso depois que o jornal oficial Granma "publicou uma matéria dele sobre malversação de fundos na construção de obras públicas em Santiago de Cuba".

"Esse é o tipo de jornalismo que promove a transparência e torna os governos responsáveis perante seu povo. Aproveitamos a oportunidade para pedir ao governo de Cuba que liberte o jornalista", manifestou o porta-voz do Departamento de Estado.

Torres era jornalista do Granma e foi detido em 2011 depois de enviar uma carta para a então Seção de Interesses dos EUA em Havana, oferecendo informações sigilosas sobre segurança nacional. Por essa razão, Torres foi acusado de espionagem e condenado a 14 anos de prisão.

A Comissão Cubana de Direitos Humanos e de Reconciliação Nacional inclui o nome de Torres entre aqueles considerados presos políticos na ilha. /AFP

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