EFE/Shawn Thew
EFE/Shawn Thew

EUA pedem à ONU que atue contra Irã antes que surja outra situação como a da Coreia do Norte

Embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Haley ressaltou a importância de olhar além do acordo nuclear com Teerã e responder às suas ‘violações flagrantes’ da legalidade internacional

O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2017 | 15h12

NAÇÕES UNIDAS - Os EUA exigiram nesta quarta-feira, 18, ao Conselho de Segurança da ONU que tome medidas contra o Irã, e insistiram que, se não atuar, o mundo enfrentará uma nova situação como a da Coreia do Norte.

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A embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, salientou que o mundo tem de olhar além do acordo nuclear com Teerã e responder às suas "violações flagrantes" da legalidade internacional.

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Alinhada às últimas mensagens da Casa Branca, ela ressaltou que não se pode julgar o Irã apenas pelo seu respeito aos compromissos em matéria nuclear. "Isso ignora a verdadeira natureza da ameaça. O Irã deve ser julgado pela totalidade do seu comportamento agressivo, desestabilizador e ilegal", disse a diplomata, que acusou Teerã de "se esconder" atrás do cumprimento "técnico" do acordo nuclear. "Isso deve acabar", frisou.

A diplomata denunciou, entre outras coisas, a participação iraniana no conflito do Iêmen e suas transferências de armas para grupos como Hezbollah, que, em sua opinião, violam resoluções da ONU.

Para Nikki Haley, em todo caso, a maior ameaça é representada pelos testes com mísseis balísticos feitos por Teerã. "Quando um regime pária envereda pelo caminho dos mísseis balísticos, está nos dizendo que logo teremos diante de nós outra Coreia do Norte", alertou.

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Ela garantiu que os EUA "não vão olhar para outro lado" e disse que o Conselho de Segurança tem agora a "oportunidade" de mudar sua política em relação ao Irã. "Sinceramente espero que use esta ocasião para defender, não só as suas resoluções, mas também a paz, a segurança e os direitos humanos no Irã", completou.

Como já havia feito em outras ocasiões, a embaixadora dedicou ao Irã a totalidade de seu discurso em um debate sobre o Oriente Médio, habitualmente centrado no conflito entre palestinos e israelenses.

O representante de Israel, Danny Danon, fez o mesmo e aproveitou para agradecer ao presidente americano, Donald Trump, pela nova política do seu país para o Irã.

Danon pediu ao Conselho de Segurança que "assuma sua responsabilidade" e tome medidas contra Teerã, a quem acusou de querer destruir Israel, patrocinar o terrorismo no mundo todo e violar os direitos humanos dos seus próprios cidadãos. / EFE

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