EUA pedem calma no Líbano apesar de crise na sucessão

Constituição libanesa diz que presidente deveria ter sido eleito entre 25 de setembro e 24 de novembro

EFE

24 de novembro de 2007 | 01h00

O Governo dos Estados Unidos aconselhou neste sábado que o Líbano mantenha a calma, diante da decisão do Exército libanês de assumir as tarefas de segurança depois de o Parlamento não conseguir escolher um novo presidente. Ao mesmo tempo, o Departamento de Estado alertou aos americanos em comunicado público para a possibilidade de distúrbios no Líbano. Em declaração aos jornalistas, o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, pediu que todas as partes envolvidas na crise libanesa cumpram os seus deveres constitucionais e elejam um novo presidente o mais cedo possível. Um comunicado emitido pelo gabinete do presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, afirmou que a eleição foi adiada até sexta-feira, dia 30, para "permitir consultas adicionais que possibilitem um consenso". A constituição libanesa diz que o presidente deveria ter sido eleito entre 25 de setembro e 24 de novembro. McCormack mostrou preocupação com uma possível interferência da Síria no processo eleitoral libanês. "Os Estados Unidos e seus aliados não cederão em seu apoio ao povo do Líbano, que defende sua liberdade contra toda tentativa de interferência e intimidação externas", afirmou. Em um comunicado público, o Departamento de Estado recomendou que os americanos no Líbano se mantenham afastados das manifestações públicas, que podem degenerar em violência.

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