EUA pedem diálogo no Egito, mas não demonstram apoio ao governo

Porta-voz afirma que Washington não tomará partido na crise egípcia, mas monitora situação

Reuters e Associated Press

31 de janeiro de 2011 | 18h05

WASHINGTON - A Casa branca afirmou nesta segunda-feira, 31, que a crise no Egito deve ser resolvida por meio do diálogo entre todos os setores da sociedade do país. Washington, porém, deixou claro que não apoiará o povo ou o governo egípcio - embora tenha um histórico de apoio ao último.

 

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O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que é o desejo dos EUA que as reivindicações do povo egípcio sejam ouvidas e disse que o país precisa de ações, e não de novas nomeações. As declarações de Gibbs foram uma referência ao novo gabinete anunciado nesta segunda pelo presidente Hosni Mubarak.

 

Os EUA pediram a realização de eleições livres e justas no país, mas não esclareceram se Mubarak, que já está há 30 anos no poder, deve concorrer ou não. O Washington considera o presidente egípcio um aliado, mas teme que apoiá-lo pode não ser uma boa decisão, já que ele é considerado um ditador e a população pede sua renúncia.

 

Gibbs acrescentou que a equipe de segurança dos EUA está monitorando os protestos, que já duram uma semana, e está atenta aos efeitos que a crise no país podem ter nos mercados de petróleo e financeiro. Ele ainda disse que os EUA esperam "a calma, e não a violência" nas marchas convocadas para terça-feira, as maiores desde o início das manifestações.

 

Os distúrbios no Egito foram inspirados na "Revolução do Jasmim", que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, há duas semanas. No Iêmen e na Jordânia também foram registradas manifestações.

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