Eduardo Verdugo/ AP
Eduardo Verdugo/ AP

EUA pedem indenização de US$ 12,6 bi por crimes de El Chapo

Narcotraficante mexicano foi considerado culpado em fevereiro deste ano por ocupar um posto de liderança no cartel de Sinaloa

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2019 | 00h41

NOVA YORK - O governo dos Estados Unidos pediu nesta sexta-feira, 6, uma indenização de U$12,6 bilhões em bens do narcotraficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán, valor que corresponde ao que ele obteve com seu cartel de drogas. 

Em documento entregue ao Tribunal do Brooklyn, em Nova York, o procurador federal Richard Donoghue afirmou que o estado "tem o direito de requisitar qualquer bem derivado dos crimes do acusado vinculados à droga". 

Donoghue calcula, com base nos distintos preços da venda de drogas citados por várias testemunhas, que o cartel dirigido durante 25 anos por El Chapo arrecadou, no mínimo, U$ 11,8 bilhões por suas vendas de cocaína neste período, assim como U$ 846 milhões pelo tráfico de maconha, além de U$ 11 milhões pelo de heroína.

O dinheiro foi lavado e serviu para pagar associados e empregados do cartel, fornecedores, material de comunicação, aviões e até submarinos utilizados, destacou o procurador. O estado "tem o direito de exigir uma indenização igual ao valor dos bens envolvidos no crime de lavagem de dinheiro. Não precisa demonstrar que o acusado pode pagar, apenas que o valor pode ser alvo de apreensão", destacou o promotor.

Julgamento

Em fevereiro deste ano, "El Chapo" foi considerado culpado por ocupar um posto de liderança no cartel de Sinaloa, em julgamento que ocorreu em Nova York

O mais famoso chefe de cartel do mundo, Guzmán saiu de uma região rural pobre do México para comandar um império de drogas e acumular bilhões de dólares. Ele foi considerado culpado em todas as dez acusações contra ele, que incluem tráfico de drogas e de armas, associação ao crime organizado e lavagem de dinheiro. /AFP

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